Como os sites de poker online usam números binários para embaralhar o baralho?

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Como os sites de poker online usam números binários para embaralhar o baralho?

O papel dos códigos e dos algoritmos é mais do que estar numa lousa ou em provas de matemática: a engenharia faz com que eles estejam em movimento e facilitando as atividades do dia a dia.

E não estamos falando apenas de trabalho não! A informática avançada e as ciências da computação fazem ser plenamente possível que esses mesmos códigos que fazem a vida laboral serem mais produtivas façam também com que o entretenimento seja bacana. Talvez um dos melhores exemplos seja com o poker online.

Como fazer com que o jogo tenha a mesma – ou uma ainda melhor – experiência que um jogador teria ao estar sentado numa sala com outros oito jogadores? Como fazer com que a aleatoriedade tão natural dos jogos carteados esteja presente num ambiente onde o baralho não possa ser embaralhado manualmente? Este talvez seja o problema principal quando da criação e aperfeiçoamento do poker online ao final da década de 1990 e seu estabelecimento como um titã da indústria de entretenimento na virada para o século XXI.

Para solucionar esse mistério, o site PokerStars fez uma série de vídeos contando um pouco dos bastidores acerca de como o esporte invadiu o ambiente virtual – mais do que isso, como ele funciona da maneira tão calibrada como de fato acontece.

Nós temos um embaralhamento que começa como qualquer outro processo randômico, gerando números aleatórios”, disse para o vídeo o gerente de comunicações do site, Lee Jones. O processo, em realidade, começa de maneira binária: um raio de luz é lançado num espelho. Quando o feixe bater e voltar, é “1”. Quando atravessar, é “0”. “Depois temos outra fonte completamente independente de maneira que numa maneira criptografada cada número binário torna-se uma carta no baralho”, completou Jones. É um processo bifásico, portanto, que torna o resultado ainda mais aleatório (o que acaba garantindo mais “justiça” no jogo).

Jones, que além de ser um fanático por poker, tem um diploma em Ciências da Computação, lembra que o sistema é verificado por empresas terceiras, de maneira que haja uma maior credibilidade no mesmo. “Nós sabemos que as cartas são distribuídas exatamente da maneira que elas têm de ser”, disse Lee. Obviamente, muitos ainda pensarão que tudo não ocorre de maneira randômica. Respondendo a essa pergunta, Lee Jones lembra da questão psicológica que se enfrenta em qualquer esporte ou ato da vida cotidiana: é a chamada memória seletiva. Raramente lembramos daquelas experiências de sorte positiva que nos ocorrem, enquanto as negativas acabam aparecendo com frequência em nossas lembranças. Isso ocorre em várias áreas da vida, como por exemplo se você torce efusivamente por futebol – a sombra da derrota na Copa de 2014 ainda vai lhe afetar bastante tempo. Da mesma maneira, um fã de automobilismo tem memória
muito mais cristalina acerca do acidente que tirou a vida de Ayrton Senna do que de muitas de suas vitórias.

Obviamente isso muito ocorre porque as experiências negativas fazem como que tenhamos mais trabalho em evita-las – no caso do poker, em estudar e ser um jogador ainda melhor. Como se trata de um esporte, o treinamento logicamente aprimora o desenvolvimento do jogador, exatamente como a aleatoriedade poderia afetar negativamente um batedor de pênaltis (e como ele poderia melhorar ante essa
aleatoriedade que lhe foi negativa). “Quando você perde para um par de noves que vira uma trica, vou lhe contar sobre isso durante uma semana!”, disse Jones ao apresentador. “Tudo termina em ciência, não há nenhuma magia negra aqui, um bom sistema de
embaralhamento é o núcleo de um jogo de poker na internet, é a alma deste negócio
”, finalizou.

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